Avezou-se a velha ao mel, comer-se quer.
A boca do ambicioso só se enche com a terra da sepultura.
Se todo o mundo gostasse doverde, o que seria do amarelo?
A mais forte despesa que se pode fazer, é a do tempo.
Em terra de cegos, quem tem um olho é rei.
O vinho é o espelho da alma.
O pior cego é o que não quer ver.
Alvoradas à vila, que berinjelas há no açougue.
O vinho de Março fica no regaço, o de Abril vai ao barril, o de Maio é para o gaio.
Bem parece o bem fazer.
Dos cheiros, o pão; dos sabores, o sal.
Depressa e bem, ninguém.
Na morte ninguém finge nem é pobre.
Corcunda do bobo é o poleiro do esperto.
Não me pesa de meu filho enfermar, senão pelo costume que lhe há de ficar.
