Aquele não faz pouco, que deita seu mal a outro.
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Do acaso te digo que tem seu perigo.
Não há pássaro que ache ruim o seu ninho.
Não há má palavra, se a puserem no seu lugar.
Todo mofino tem seu dia.
Frangote é rei em seu poleiro.
Quem conhece o seu coração, desconfia dos seus olhos.
À boda do ferreiro, cada um com seu dinheiro.
Quem tem seu doido, que o amarre.
Ninguém se ria do mal do vizinho, que o seu lá vem pelo caminho.
Anda ao gosto do chefe, para seres do seu agrado.
Não há passarinho nem passarão que não goste do seu ramerrão.
Cada macaco no seu galho!
O bem ganhado se perde, e o mal, seu amo e ele.
Cada galo canta no seu poleiro.
Onde está o apito e o atom, não faz o demo o seu som.