Quem seu rabo corta, por detrás se descobre.
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Tudo tem seu tempo, e os nabos no advento.
Seu João da Cunha, trabalho feito, dinheiro à unha.
Quem mais tem e mais quer, com o seu mal morre.
Ainda que mude a pele a raposa, seu natural não despoja.
O sandeu trata do alheio e deixa o seu.
Janeiro vai, janeiro vem, feliz daquele que vê seu bem.
Cão com raiva a seu dono morde.
Muitos vão ao mercado, cada um com o seu fado.
A todo passarinho agrada o seu ninho.
Negro é o carvoeiro, branco é o seu dinheiro.
Quem se livra dum tolo, ganhou seu dia.
Venda seu peixe, que eu depois vendo o meu.
Barro novo primeiro bebe que seu dono.
Amor, fumo e tosse, a seu dono descobre.
O ferreiro e o seu dinheiro, e tudo é negro.