Ausência, aparta amor
Autor: Ditado Popular
A mulher, o jogo e o vinho fazem errar o caminho.
Bocado de mau pão, nem para ti, nem para o teu cão.
Dobra a língua sete vezes, antes de proferir qualquer palavra.
Se quiseres ver o ladrão fiel, entrega-lhe o crédito.
A homem praguento e difamador nenhum crédito se deve dar.
É na ausência que se conhece a falta
Pedra que muito rola, não cria limo.
Nem tão velha que caia, nem tão moça que salte.
Mulher e cachorra, a que mais cala é a melhor.
Longa ausência, esquecimento breve
Como me cantam, assim bailo.
Médico velho, cirurgião moço, boticário coxo.
Ora pela pera ou pela maçã, minha filha nunca anda sã.
Fiado, nem a meu cunhado.
Galo cantou foram de hora, é moça que está dando o fora.