Amor a quanto obrigas
Para a noite todos os barretes servem.
Amor antigo não enferruja.
Saco vazio não se pode ter em pé.
Guarda do cão que manqueja.
Nunca Deus fez a quem desamparasse.
Amor da praia fica enterrado na areia
Canudo de seringa só rebenta em cu de pobre.
A deleitosa vida amarga com a lembrança da morte.
Sendeiro que só serve de ensacar tripas.
Quem gaba o toco, é a coruja.
Cada terra com seu uso, cada preta com seu luso.
Amor com amor se paga
Tanto vales, quanto hás.
Quem troca caminhos por atalhos, nunca lhe faltam trabalhos.
Boca fechada e olhos abertos.