Cada qual sente o seu mal.
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Cada qual sente para seu mal.
Cada passarinho gosta do seu ninho.
Cada porco tem seu Natal.
Cada povo com seu uso, cada roca com seu fuso.
Cada qual ama seu semelhante.
Cada qual com seu bocado.
Cada qual com seu bocado de mau caminho.
Cada qual com seu igual, e cada ovelha com sua parelha.
Cada qual com seu saraquá.
Cada qual conforme seu natural.
Cada qual despende como seu braço se estende.
Cada qual é dono do seu nariz.
Cada qual entenda em seu ofício.
Cada qual aprecia o cheiro do seu monturo.
A cobiça, tendo presente o que deseja, nunca se acobarda em procurar seu logro, à custa dos maiores inconvenientes